terça-feira, 21 de julho de 2015

Despertar

O mundo não parou. A vida, tampouco. Os dias continuaram indo e vindo, com o sol nascendo e se pondo, enquanto o relógio trabalhava incessantemente. Perigosamente. Venenosamente.

As palavras, que sempre escorreram das pontas dos meus dedos, se trancaram dentro de mim. Algumas escaparam de carona com as lágrimas – e elas nunca foram tão soltas, tão leves, tão frouxas.

Eu queria ter escrito uma doce e sincera carta de despedida! Quis ter publicado algo, me manifestado, escrito pro mundo inteiro ler e saber o quanto eu tava triste e despedaçada! Despetalada! Nocauteada!

Mas tudo o que consigo fazer nos últimos dias é chorar, fumar, me embriagar um pouquinho e repetir, devagarzinho, o tempo todo, “que foda tudo isso!”. Porque isso define! Mas não me parecia uma boa ideia escrever assim, desse jeito...

Brisa louca, brisa doida, brisa ruim da gota!



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