sexta-feira, 31 de julho de 2015

Câncer

Sempre achei muito forte o signo do zodíaco representado pelo caranguejo. Sempre chamei o câncer de “doença maldita”. Sempre que queria chorar assistia “Tomates Verdes Fritos”.

Descobri que a doença age como um crustáceo; vai dominando tudo à sua volta. Descobri que ela machuca, dilacera, destrói vidas, futuros e amores. Descobri que ela é mais dolorosamente fodida que qualquer superprodução que te faz chorar diante da tevê.


Sempre achei que seria impossível viver sem a minha melhor companhia ao meu lado. Descobri que sou obrigada a viver sem ela. E não adianta chorar, gritar, espernear. “É assim, Alice, pronto e acabou”, me diz a vida.

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