sexta-feira, 24 de julho de 2015

"Sou um castelo de areia na beira do mar"!

Na véspera do aniversário da Raquel as nuvens me sussurraram uma mensagem.

Eu queria muito que os ponteiros dessem logo meia-noite...!

Letreiros gigantescos brilharam diante dos meus olhos no último ano. Sinais luminosos apontavam o que viria na sequência, mas eu sempre preferi ignorá-los e seguir em frente. 

Mesmo que o alerta em questão fosse uma febre muito alta. E inclusive isso!

É uma boa tática pra não surtar...

Desde que ela foi internada, com pneumonia, fui tomada por espasmos de pavor, que sempre tiveram o poder de chacoalhar todo o meu corpo, involuntariamente.

O meu medo sempre foi perdê-la.

O medo dela sempre foi ter câncer. E morrer com 27 anos.

Uma brisa gelada mudava o desenho do céu a cada segundo. E uma música começou a tocar na minha rádio interna.

Eu tinha tenho sorte (e escrevo isso com um sorriso triste, meio de canto). Dentre os vários sinais que recebi, as músicas foram de grande valia, e em grande quantidade!

(...)

Dois dias depois uma enfermeira me pediu pra que não deixasse o celular sobre a cama da UTI. Por sorte ela não viu quando eu apoiei o aparelho no ombro da Raquel, pra que ela ouvisse a música que persistia na minha mente.



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