terça-feira, 20 de dezembro de 2016

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

30 de novembro. De 2016

Dos meus pensamentos, apenas uma parte é passível de publicação: aquela parcela que anoto.


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Eu sou o vizinho

Sempre que rego minhas plantas faço questão de molhar bem cada centímetro de matinho...



...só pra fazer valer a máxima de que a grama do vizinho é mais verde.




quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Cadê os post?

Gosto muito de novembro, apesar de começar com nove e ser o mês 11.

Mas tudo bem, porque o mês cinco, na verdade é quatro, e abril, o mês quatro, na verdade é cinco!

(...)

E assim explica-se a escassez de posts! Invisto horas pensando nesse tipo de coisa, e quase sempre me convenço de que brisas assim ficam melhores quando guardadas.

Mas o céu hoje tá muito bonito!


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Clima Tempo

Queria ser como o clima em Indaiatuba, e amanhecer ensolarada depois de uma noite intensa de chuva forte.




terça-feira, 8 de novembro de 2016

Caminho

Um dia, quando eu era bem pequena, me ensinaram a andar.

Tropecei, caí, tropecei, caí, andei.

Aí descobri que correr era legal!

Tropecei, caí, tropecei, caí, corri.

Aí descobri que com equilíbrio eu poderia andar e correr.

Acompanhada, inclusive!

Andei, corri, namorei.

Tropecei, caí, corri.

Saí gritando que a partir dali ia andar e correr sozinha.

Um dia, encontrei uma menina muito bonita que me ofereceu água e companhia pra jornada.

E andamos juntas, e tropeçamos, caímos algumas vezes, levantamos.

Ela ia me falando sobre o sol, sobre o céu e os etês. E eu fui deixando ela ditar o ritmo porque era muito divertido!

Às vezes ela corria mais rápido, só pra se certificar dos riscos adiante, ou me garantir que tudo estava bem, porque ela tava comigo.

Mas então veio a encruzilhada e ela teve que seguir um rolê só dela.

Tropecei, caí.

Me vi sozinha numa estrada vazia.

Estaquei.

Durante meses.

Chutei cada pedrinha que encontrei, sem extravasar o aperto que dificultava a minha respiração.

Voltei a andar recentemente, tímida, precavida, gritando que a partir dali andaria sozinha.

Mas a minha percepção da vida é, claro, subjetiva. E a minha compreensão (ou a sua total ausência) limita o meu entendimento.

A verdade é que a estrada vai muito além do que os meus olhos conseguem ver!

E eu sinto, às vezes, a presença daquela menina bonita! E por não poder enxergá-la, gosto de imaginá-la sorrindo, segurando uma faixa que diz: "vai, Alici"!



Fragmento musical

"... nem lembra que em céu sem lua, estrelas brilham mais..."!


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Reflexão

Há um ano eu resolvi sair de casa, largar o emprego e deixar São Paulo.

Na ocasião, meu maior medo era de que a vida me engolisse.

365 dias depois, não só fui engolida, como também degustada e digerida.

Estou surfando no suco gástrico da existência!


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Estação: novembro

Senhoras e senhores leitores, peço licença e um minuto da sua atenção!

Venho aqui hoje contar uma parte da minha história!

Eu poderia estar (me) matando, poderia estar (me) sabotando, mas encontrei a salvação nas palavras e quero dar o meu testemunho. Quem sabe meu relato os inspire - ou me inspire ainda mais!

Há algum tempo, um ano, três meses e 18 dias, pra ser bem exata, me encontrei em apuros, afundada em depressão,  envolta em problemas externos e alheios à minha vontade. Acompanhei, exausta e minuto a minuto, a luta pela vida daquela que era a pessoa mais importante da minha vida.

Essa guerra foi encarada com a mais admirável sobriedade, coragem e consciência,  constituída por muitas batalhas, em diferentes trincheiras, e que, fatalmente, não terminou bem (segundo o meu entendimento); ninguém ganhou e todos perdemos.

Hoje eu vejo que por mais empatia que eu tenha desprendido durante o percurso, me doando além dos meus limites físicos e psicológicos, fui muito egoísta depois que a Raquel morreu, e isso dificultou, muito, a minha recuperação.

Assumir isso não é fácil por vários motivos.

Principalmente porque hoje eu também sou um pouco do eco de ontem, e só alguns tijolinhos da edificação que pretendo erguer em mim no amanhã.

Mas me sinto bem apenas pelo fato de jogar um pouco de luz sobre o assunto.

Ainda não posso dizer que superei e que falar disso não mexe comigo, porque mexe. Muito. Dolorosamente. Mas dissequei tanto o assunto, comigo mesma e com pessoas maravilhosas que estiveram ao meu lado, e também terapeuticamente com meus textos, com as palavras que escolho para as frases que elaboro, que já tenho aqui dentro mais luz que escuridão.

Oh, sim, isso é ótimo, mas vocês precisam ver como isso vai ficar quando eu trocar essas velas por lâmpadas potentes, e derrubar algumas paredes pra favorecer à luz do sol!

E é isso que venho aqui compartilhar com vocês!

Tudo, consciente ou não, com ou sem a minha interferência,  me trouxe viva até aqui. Tudo o que não me matou, me fortaleceu, e venho cada vez mais me alimentando das minhas palavras - e quero mais!

Vou desengavetar algumas ideias, tirar o pó de alguns projetos, chamar pra perto personagens já conhecidos que vivem aqui e me reconectar ainda mais com aquela Alice que gosta de escrever.

Hoje já é novembro e o futuro é em um segundo.

Que tenhamos todos uma boa viagem!

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Dia de cão

Nani, Nanqui, Bambi ou Bambini. Cãoqui, Bolinha, Fedô, ou Maravilha. Gorda, Meu Amô, Coisa Rica, Mãe Te Ama.

Muitos nomes, um bichinho.

Feliz quinto aniversário!



sábado, 29 de outubro de 2016

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Cinco, o número inteiro

Um é 2.

Dois e três são 4.

Quatro é seis.

Cinco, o bonitão, é 5.


De valentona a valentina

Nunca gostei de chorar, muito menos de expor as minhas fraquezas.

Mais que isso!

Mesmo muito medrosa, desde criança, sempre botei banca de corajosa, batendo no peito e dizendo pra vida "toca pra mim que eu tô livre"!

Nas vezes que caí, e foram várias as quedas (quem nunca?), sempre fiz questão de levantar rapidinho e voltar a correr ainda enquanto sacudia a poeira.

E hoje vejo que eram tombinhos mesmo, e que fiz bem em adotar essa estratégia.

Mas daí levei um grande tombo, daqueles que desnorteiam, quebram membros, deixam em coma.

Fiquei tão vulnerável que passei a chorar na frente de qualquer pessoa, em lugares improváveis, nos horários mais diversos.

Parei de jogar, por meses, simplesmente porque me sentia no escanteio.

Mas não sou reserva.

Nunca fui!

Fui oficialmente escalada pra essa partida, e sou a capitã nessa bagaça!

Não sou mais valentona, mas por ter vivido, e sobrevivido, a tudo o que passou, posso dizer, ao menos, que sou valentina!



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

terça-feira, 25 de outubro de 2016

19:19

Gratidão (preencher com "universo", "deus", "ganesha", ou ao gosto do cliente) pelo entardecer de hoje!

Grata pelo por do sol de vários tons, pelos pássaros voando em linha, pelas nuvens molhadas que se abriram em moldura para o espetáculo!

Grata por todos os sons, todos os cantos, todos os pios e coachos! Por toda harmoniosa melodia apresentada sem ensaio prévio! Por todas as mini-músicas vindas de animais que eu não saberia categorizar!

Grata pela chuva que molhou o chão, banhou as plantas e aromatizou o ar! Grata por ser grata por simplesmente respirar!

Grata pela Nani, que me acompanha e me estimula pelo passeio, e que agora anda toda bonitinha do meu lado, pacífica e sem arranjar briga com os outros cães! Grata pelo amor que me aquece só de olhar pra ela andando comigo!

Grata pela oportunidade de andar num lugar lindo, por muitos quilômetros e ter disposição pra repetir o percurso - tendo a oportunidade de fazer uma versão noturna para essas palavras (grata pelos grilos, pelos sapos, pelas corujas...!)




25 de outubro de 2015

Domingo, duas da tarde.

O sol está tímido lá fora, se escondendo atrás de nuvens gordas e cinzentas. Algumas crianças brincam na rua, criando uma algazarra que compete com o som dos carros na avenida ali perto.

Estou deitada na cama, olhando para o teto. Já faz algum tempo.

De longe, parece que durmo. De perto, quase é possível ouvir o agito dos meus pensamentos, em contraponto com as batidas enfurecidas do meu coração.

Pisco esporadicamente, mas não para limpar a vista; a verdade é que esse é o único movimento, além da respiração, que ainda faço voluntariamente. Todo o restante já deixei de lado.

E pisco apenas para dar vazão às lágrimas que brotam já nem sei mais de onde.

A porta da varanda tá aberta, e ouço o som que o vento causa nas plantas logo ali. Fora isso, e a molecada na rua, os ruídos se resumem às passagens insistentes dos ponteiros do relógio, à bomba de ar que mantém vivos os peixinhos no aquário, e ao motor da geladeira na cozinha.

Todo o resto é silêncio.

E quando o silêncio finalmente se instaura dentro de mim, levanto.

O movimento chama a atenção da Nani, que até então dormia meio que de vigília embaixo da cama. Já faz dias que ela está atenta aos meus sinais, como que pressentindo que a aparente calmaria antecede alguma merda.

Sinto o chão debaixo dos meus pés,  e a irregularidade dos tacos de madeira sob meus dedos assim que me levanto. Desvio de uma pilha de roupas no chão, próximo da cama, e dos pares de tênis que já nem sei mais há quanto tempo estão ali.

Tem um cinzeiro sujo no corredor, e o tapete está enrolado perto do banheiro. O osso do cão, com uma aparência disforme, tá por ali também, completando a cena.

Caminho até o ateliê e vejo as coisas da Raquel que continuam ali, como que esperando o seu retorno.

As telas, os lápis, os desenhos, as tintas... Tudo ainda está ali, do jeitinho que ela deixou.

Mas falta ela.

Ali e em todos os outros cômodos.

E os dias só reforçam essa ausência.

Eu tive a opção de largar tudo! Poderia ter saído de casa, largado o emprego, fugido de São Paulo.

Mas permaneci onde estava, por orgulho e vaidade, mesmo sem ter ciência de quais eram os riscos dessa decisão.

O pânico me invade e eu chamo por ela.

Uma vez.

Duas.

Chamo três vezes.

A Nani dá um latido, talvez porque não entendeu o meu chamado, talvez porque queira reforçar o meu coro.

Chamo novamente, desta vez com a voz falhada pelo choro que sufoca: "Raquel"!

Os silêncios permanecem; as ausências se mantêm.

Quase posso ouvir o pulsar das minhas veias latejando na cabeça.

Quase posso sentir que o poder está nas minhas mãos - e sempre esteve.

Quase posso...!

Vou para a cozinha correndo. Sem comer há dias, fico zonza pelo esforço. Com a vista escura, nem vejo quais remédios estou pegando.

Mas pego vários. Engulo vários. Molho o chão bebendo a água pra fazer os comprimidos descerem.

E é ali que caio, minutos depois.

Sinto na têmpora a frieza do azulejo.

Mantenho os olhos abertos porque paguei caro pelo show, e quero ver seu desfecho.

E ele termina triste, solitário e silencioso.

Fui encontrada cinco dias depois.



segunda-feira, 24 de outubro de 2016

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Cabeça cheia

Cabeça vazia não é oficina do diabo.

Onde já se viu trabalhar sem as ferramentas, sem as bancadas, sem os computadô...



Eu, por exemplo, ofereço as melhores condições de trabalho pros meus demônio!


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Costureira

Há pensamentos que são aparentemente inofensivos.

Aparentemente.

São pensamentos tipo linha.

Você puxa um deles como quem não quer nada, brisa, se distrai, e quando vê o botão cai na tua mão.



Noite quente

Insone, tomou banho de lua e mergulhou no chuveiro.



domingo, 16 de outubro de 2016

sábado, 15 de outubro de 2016

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Sexta-feira, 14

Um dos números preferidos da Raquel era 13.

Hoje faz 1.3 ano que ela foi embora.

Coincidência?

Sim. Mas achei pertinente!



quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Sorte e Sol

Que toda sorte e sol se convertam em Sorte e Sol.

Que todo Sorte e Sol se converta em sorte e sol!


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A vida em melodia

Eu me admiraria (muito!), se um dia, um beija-flor invadisse a porta da minha casa, me desse um beijo e partisse!

Talvez porque eu saberia que a Raquel me mandou o beijo, pra matar seu desejo, já que faz tempo que ela não me vê e tem saudade de mim.

Pois é.

Tem um beija-flor no meu quarto!


Zelo

E tira pó,  e passa pano, aspirador e flanelinha.

E lava com xampu, e passa silicone, pneu pretinho e álcool.

E fica brilhando, e passo a roupa em cada sujeirinha que cai.

Se eu tivesse com a minha vida o mesmo zelo que tenho com meu carro, eu seria lynda!


terça-feira, 4 de outubro de 2016

Faça um pedido!

Queria um dia acordar e você estar viva.
- Alice, isso não dá.

Queria, então, não acordar.
- Pô, colabora, isso não rola também.

Então, eu queria acordar e o tempo tivesse passado.
- Pééé. Próxima.

Queria acordar e os problemas não existissem mais.
- Sorte e Sol.



Pensamento do dia

Nem sorte, nem azar!

As coisas são como são porque têm que ser como são.

Talvez seja essa a graça da vida!