quarta-feira, 6 de abril de 2016

Morte

Não é uma comida que você não gostou, ou uma roupa que não te serviu, mas tem um gosto amargo e é sufocante. E te deixa horrível e te traumatiza.

Não é uma pedra no sapato, ou um cisco no olho. Não é nem mesmo algo físico, então, não há remédio ou remediação.

Não é um pesadelo que te dá insônia, ou um cansaço que te cola na cama. Não é. Mas você quer, precisa, necessita ficar na horizontal. “Pra sempre, por favor, e pode trazer a conta”.

Porque não é uma noite mal iluminada, ou um interruptor que você acende ou apaga, ou uma lâmpada queimada: a escuridão não é opcional.


Nunca foi uma opção, ou uma escolha; a morte não é nem mesmo premeditada, apesar de óbvia. 


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