domingo, 10 de abril de 2016

Toma essa!

Ontem pela manhã, enquanto eu saboreava meu "café-com-cigarro" vi uma mosca se afogando na piscina.

Ao longo do dia, a cada cigarro, observei o pobre inseto se debater, desesperado, lutando por sua medíocre vida.

E me espantei, todas as vezes, porque mesmo muito pequena ela pareceu extremamente valente, e resistiu durante horas e horas.

Foi inevitável não fazer uma analogia com a minha vida (e uma vez tive uma brisa nesse sentido!). Me coloquei no lugar da mosca, ao mesmo tempo que me coloquei no lugar de "deus" (que também era eu, mas aqui representada como o ser superior que só assiste ao desespero de outro ser).

Não que eu esteja me debatendo (nem tenho fôlego pra isso, ando fumando pacarai), mas me sinto mergulhada em uma piscina de dramas, que molha minhas asas e me impede de voar. E não sinto muita preocupação do universo com isso...

Tive a capacidade de pensar nisso, e só nisso, o dia todo (entre um cigarro e outro eu me esquecia, mas só porque a Netflix é minha melhor amiga e me distrai empurrando pra longe meus pensamentos e também meu discernimento sobre a vida em geral). E resolvi intervir, lá pras 10 da noite, porque a mosca continuava viva. Mais lenta, mas viva.

Usei um potinho pra tirá-la da água, enquanto mandava um "tá vendo só?, não me custa nada, não nos custa nada, esse bicho vai voltar a ganhar os céus"!

Não deu um segundo (juro, um segundo!) que eu tirei o inseto da água e meu cãozinho atacou.

A Nani matou a mosca.


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