terça-feira, 26 de julho de 2016

Tarde no parque

Pai e filho brincam no parque. É domingo, está calor.

A bola do filho cai na água. O pai se aborrece.

Para o filho, o resgate da bola é mais divertido que o jogo em si. Para o pai, uma perda de tempo.

O filho pensa em mil estratégias (envolvendo pedras e galhos). O pai só pensa em ir embora.




Vinte e sete minutos se passam. A bola é resgatada e passa bem.

O filho quer brincar mais (claro!). O pai quer ir embora, foi um dia muito exaustivo.

Semana seguinte, filho chama pai para brincar de bola no parque. O pai recusa e o lembra do desgaste do domingo anterior.

E diz isso no domingo seguinte, e no seguinte, para sempre.

Filho volta a jogar bola no parque quando vira pai.

Ele joga a bola na água, propositalmente.

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