quinta-feira, 27 de outubro de 2016

De valentona a valentina

Nunca gostei de chorar, muito menos de expor as minhas fraquezas.

Mais que isso!

Mesmo muito medrosa, desde criança, sempre botei banca de corajosa, batendo no peito e dizendo pra vida "toca pra mim que eu tô livre"!

Nas vezes que caí, e foram várias as quedas (quem nunca?), sempre fiz questão de levantar rapidinho e voltar a correr ainda enquanto sacudia a poeira.

E hoje vejo que eram tombinhos mesmo, e que fiz bem em adotar essa estratégia.

Mas daí levei um grande tombo, daqueles que desnorteiam, quebram membros, deixam em coma.

Fiquei tão vulnerável que passei a chorar na frente de qualquer pessoa, em lugares improváveis, nos horários mais diversos.

Parei de jogar, por meses, simplesmente porque me sentia no escanteio.

Mas não sou reserva.

Nunca fui!

Fui oficialmente escalada pra essa partida, e sou a capitã nessa bagaça!

Não sou mais valentona, mas por ter vivido, e sobrevivido, a tudo o que passou, posso dizer, ao menos, que sou valentina!



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