quarta-feira, 30 de novembro de 2016

30 de novembro. De 2016

Dos meus pensamentos, apenas uma parte é passível de publicação: aquela parcela que anoto.


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Eu sou o vizinho

Sempre que rego minhas plantas faço questão de molhar bem cada centímetro de matinho...



...só pra fazer valer a máxima de que a grama do vizinho é mais verde.




quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Cadê os post?

Gosto muito de novembro, apesar de começar com nove e ser o mês 11.

Mas tudo bem, porque o mês cinco, na verdade é quatro, e abril, o mês quatro, na verdade é cinco!

(...)

E assim explica-se a escassez de posts! Invisto horas pensando nesse tipo de coisa, e quase sempre me convenço de que brisas assim ficam melhores quando guardadas.

Mas o céu hoje tá muito bonito!


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Clima Tempo

Queria ser como o clima em Indaiatuba, e amanhecer ensolarada depois de uma noite intensa de chuva forte.




terça-feira, 8 de novembro de 2016

Caminho

Um dia, quando eu era bem pequena, me ensinaram a andar.

Tropecei, caí, tropecei, caí, andei.

Aí descobri que correr era legal!

Tropecei, caí, tropecei, caí, corri.

Aí descobri que com equilíbrio eu poderia andar e correr.

Acompanhada, inclusive!

Andei, corri, namorei.

Tropecei, caí, corri.

Saí gritando que a partir dali ia andar e correr sozinha.

Um dia, encontrei uma menina muito bonita que me ofereceu água e companhia pra jornada.

E andamos juntas, e tropeçamos, caímos algumas vezes, levantamos.

Ela ia me falando sobre o sol, sobre o céu e os etês. E eu fui deixando ela ditar o ritmo porque era muito divertido!

Às vezes ela corria mais rápido, só pra se certificar dos riscos adiante, ou me garantir que tudo estava bem, porque ela tava comigo.

Mas então veio a encruzilhada e ela teve que seguir um rolê só dela.

Tropecei, caí.

Me vi sozinha numa estrada vazia.

Estaquei.

Durante meses.

Chutei cada pedrinha que encontrei, sem extravasar o aperto que dificultava a minha respiração.

Voltei a andar recentemente, tímida, precavida, gritando que a partir dali andaria sozinha.

Mas a minha percepção da vida é, claro, subjetiva. E a minha compreensão (ou a sua total ausência) limita o meu entendimento.

A verdade é que a estrada vai muito além do que os meus olhos conseguem ver!

E eu sinto, às vezes, a presença daquela menina bonita! E por não poder enxergá-la, gosto de imaginá-la sorrindo, segurando uma faixa que diz: "vai, Alici"!



Fragmento musical

"... nem lembra que em céu sem lua, estrelas brilham mais..."!


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Reflexão

Há um ano eu resolvi sair de casa, largar o emprego e deixar São Paulo.

Na ocasião, meu maior medo era de que a vida me engolisse.

365 dias depois, não só fui engolida, como também degustada e digerida.

Estou surfando no suco gástrico da existência!


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Estação: novembro

Senhoras e senhores leitores, peço licença e um minuto da sua atenção!

Venho aqui hoje contar uma parte da minha história!

Eu poderia estar (me) matando, poderia estar (me) sabotando, mas encontrei a salvação nas palavras e quero dar o meu testemunho. Quem sabe meu relato os inspire - ou me inspire ainda mais!

Há algum tempo, um ano, três meses e 18 dias, pra ser bem exata, me encontrei em apuros, afundada em depressão,  envolta em problemas externos e alheios à minha vontade. Acompanhei, exausta e minuto a minuto, a luta pela vida daquela que era a pessoa mais importante da minha vida.

Essa guerra foi encarada com a mais admirável sobriedade, coragem e consciência,  constituída por muitas batalhas, em diferentes trincheiras, e que, fatalmente, não terminou bem (segundo o meu entendimento); ninguém ganhou e todos perdemos.

Hoje eu vejo que por mais empatia que eu tenha desprendido durante o percurso, me doando além dos meus limites físicos e psicológicos, fui muito egoísta depois que a Raquel morreu, e isso dificultou, muito, a minha recuperação.

Assumir isso não é fácil por vários motivos.

Principalmente porque hoje eu também sou um pouco do eco de ontem, e só alguns tijolinhos da edificação que pretendo erguer em mim no amanhã.

Mas me sinto bem apenas pelo fato de jogar um pouco de luz sobre o assunto.

Ainda não posso dizer que superei e que falar disso não mexe comigo, porque mexe. Muito. Dolorosamente. Mas dissequei tanto o assunto, comigo mesma e com pessoas maravilhosas que estiveram ao meu lado, e também terapeuticamente com meus textos, com as palavras que escolho para as frases que elaboro, que já tenho aqui dentro mais luz que escuridão.

Oh, sim, isso é ótimo, mas vocês precisam ver como isso vai ficar quando eu trocar essas velas por lâmpadas potentes, e derrubar algumas paredes pra favorecer à luz do sol!

E é isso que venho aqui compartilhar com vocês!

Tudo, consciente ou não, com ou sem a minha interferência,  me trouxe viva até aqui. Tudo o que não me matou, me fortaleceu, e venho cada vez mais me alimentando das minhas palavras - e quero mais!

Vou desengavetar algumas ideias, tirar o pó de alguns projetos, chamar pra perto personagens já conhecidos que vivem aqui e me reconectar ainda mais com aquela Alice que gosta de escrever.

Hoje já é novembro e o futuro é em um segundo.

Que tenhamos todos uma boa viagem!