terça-feira, 1 de novembro de 2016

Estação: novembro

Senhoras e senhores leitores, peço licença e um minuto da sua atenção!

Venho aqui hoje contar uma parte da minha história!

Eu poderia estar (me) matando, poderia estar (me) sabotando, mas encontrei a salvação nas palavras e quero dar o meu testemunho. Quem sabe meu relato os inspire - ou me inspire ainda mais!

Há algum tempo, um ano, três meses e 18 dias, pra ser bem exata, me encontrei em apuros, afundada em depressão,  envolta em problemas externos e alheios à minha vontade. Acompanhei, exausta e minuto a minuto, a luta pela vida daquela que era a pessoa mais importante da minha vida.

Essa guerra foi encarada com a mais admirável sobriedade, coragem e consciência,  constituída por muitas batalhas, em diferentes trincheiras, e que, fatalmente, não terminou bem (segundo o meu entendimento); ninguém ganhou e todos perdemos.

Hoje eu vejo que por mais empatia que eu tenha desprendido durante o percurso, me doando além dos meus limites físicos e psicológicos, fui muito egoísta depois que a Raquel morreu, e isso dificultou, muito, a minha recuperação.

Assumir isso não é fácil por vários motivos.

Principalmente porque hoje eu também sou um pouco do eco de ontem, e só alguns tijolinhos da edificação que pretendo erguer em mim no amanhã.

Mas me sinto bem apenas pelo fato de jogar um pouco de luz sobre o assunto.

Ainda não posso dizer que superei e que falar disso não mexe comigo, porque mexe. Muito. Dolorosamente. Mas dissequei tanto o assunto, comigo mesma e com pessoas maravilhosas que estiveram ao meu lado, e também terapeuticamente com meus textos, com as palavras que escolho para as frases que elaboro, que já tenho aqui dentro mais luz que escuridão.

Oh, sim, isso é ótimo, mas vocês precisam ver como isso vai ficar quando eu trocar essas velas por lâmpadas potentes, e derrubar algumas paredes pra favorecer à luz do sol!

E é isso que venho aqui compartilhar com vocês!

Tudo, consciente ou não, com ou sem a minha interferência,  me trouxe viva até aqui. Tudo o que não me matou, me fortaleceu, e venho cada vez mais me alimentando das minhas palavras - e quero mais!

Vou desengavetar algumas ideias, tirar o pó de alguns projetos, chamar pra perto personagens já conhecidos que vivem aqui e me reconectar ainda mais com aquela Alice que gosta de escrever.

Hoje já é novembro e o futuro é em um segundo.

Que tenhamos todos uma boa viagem!

Um comentário:

  1. Que bom ler isso, amiga! Fico muito feliz em poder ver todo esse seu progresso e acompanhar suas vitórias.. e saiba que sempre estarei aqui do teu lado para o que for preciso! Um beijo grande.

    ResponderExcluir