quarta-feira, 24 de maio de 2017

Devaneios na conversa alheia

“Aproveita que ele tá de bom humor”.

Não sei quem é ele. Nem como costuma ser o seu humor.

Mas ouvi essa frase no meio da conversa de duas pessoas na rua e comecei a refletir.

Nós somos muito chatos!

Eu entendo que muitas coisas na vida nos forçam e nos empurram para o abismo do mau humor, sei que muitos imprevistos nos tiram o sono (e não dormir devidamente causa mau humor), sei também que há muita gente chata que afeta nosso humor (basta existir).

Mas há várias coisas que são inerentes à nossa própria vida, a nós mesmos. E isso inclui o humor (partindo do princípio de que não se evita os acontecimentos, mas escolhe-se como lidar com eles).

Que coisa chata ter que aproveitar o humor do outro para conseguir algo – muitas vezes, o diálogo.

Ou, melhor dizendo, que coisa chata que os outros tenham que depender de como estamos para conseguirem algo, por exemplo, o diálogo.

(Vou falar em primeira pessoa pra não parecer que estou me referindo a alguém especificamente)

Eu tenho os meus motivos para ficar de mau humor. Muita coisa não é como eu queria, muitas outras aconteceram sem a minha vontade, às vezes tenho que me relacionar com pessoas que não gosto, mas sou obrigada.

Mas se eu me fecho, de bico, eu me bloqueio pro que é ruim, mas também pro que é bom.

Imagine que as nossas frequências energéticas (que incluem o humor) são como as pistas de corrida (aquelas oficiais, que não se pode mudar de faixa). A partir do momento que eu corro na pista do mau humor, quem tá nas outras pistas não consegue me acessar.

Considerando que a vida não é uma corrida, e que a meta é justamente passearmos entre uma pista e outra, se fechar na redoma do mau humor é se fechar para a convivência.

E não vale dizer que a convivência é uma das causas do mau humor, porque a convivência, na verdade, é um dos motivos para estarmos aqui, em vida.

O que eu quero dizer com tudo isso é:

1. observe-se. Observe seu humor, sua energia.

2. você não precisa se prender em uma frequência vibratória, principalmente as menos elevadas.

3. o mau humor te impede de viver muita coisa legal.

4. tem muita gente chata por aí; não seja mais uma.

5. ouvir a conversa dos outros desperta mil pensamentos.



terça-feira, 23 de maio de 2017

Meu poder

Eu nada posso fazer se você não gosta de mim.

Não no sentido de interferir no seu livre-arbítrio.

Não gosta, não gosta, ué.

Mas eu posso fazer muito em relação ao fato de você não gostar de mim.

Muito, no sentido de lidar com isso. Da melhor maneira possível.



terça-feira, 16 de maio de 2017

Yin e Yang

"... uma coisa só pode se modificar inicialmente devido a causas internas e posteriormente a causas externas, ou seja, uma mudança ocorre somente quando as condições internas estiverem amadurecidas, no ponto certo. Assim sendo, Yin e Yang não são definições, mas um método para se definir mudanças..."!


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Sigo escrevendo

Me propus a fazer, durante o mês de maio, um post por dia.

Meio do mês e eu já quero desistir.


domingo, 14 de maio de 2017

1.10 ano

As mudanças acontecem de dentro pra fora.

Não sou eu quem diz isso, mas nem por isso deixo de me apropriar dessa frase que rotula uma grande verdade.

Eu sou testemunha ocular.

Vi minha vida ser revirada de cabeça pra baixo, pro lado do avesso.

Me recolhi.

Me transformei.

Ainda não sou quem eu almejo ser. Ainda não conquistei a paz que sei que existe dentro de mim. Ainda não cheguei naquele ponto específico que desejo pra minha vida.

Mas me metamorfoseei.

E sou grata por isso; por mim, pela minha força, pela minha possibilidade de evoluir.

E grata porque a dor hoje é saudade. 


sexta-feira, 12 de maio de 2017

quinta-feira, 11 de maio de 2017

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Quais são suas dúvidas?

Os seus questionamentos dizem muito mais do que as respostas.


Escute o céu

A lua de hoje, lua cheia, vai abrir muitos caminhos!

Li a respeito de muitos encantos e até um festival que acontece hoje em razão da lua cheia.

Resumindo: ela vai estar babado.

Começa às 18h40!

Não perca!


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Leitura obrigatória

E quando me demoro a ir atrás,

ou quando meus estudos são muito focados (ou demasiadamente específicos),

a vida me manda seus recados.

E eles vêm em pichações, em posts das redes sociais ou (e principalmente, em grande quantidade) em TCCs que reviso.




Diz o texto: "segundo Weil (1995), o modo como percebemos o mundo vai depender do estado de consciência no qual estamos operando".



#sense8

Netflix e eu: um caso de amor!


sábado, 6 de maio de 2017

sexta-feira, 5 de maio de 2017

quinta-feira, 4 de maio de 2017

"Minha voz continua a mesma..."

Pintei o cabelo.

Não fazia isso desde 2014, quando descobrimos a doença.

Quis mostrar minha solidariedade dessa forma, já que a Raquel se opôs (veementemente) que eu também raspasse a cabeça. Ela dizia que bastava uma careca.

(na verdade ela falava "basta uma feia", mas me recuso a registrar isso nesse post porque ela ficou linda careca! Mas parece meio errado eu achar isso)

Depois que tudo aconteceu não pintei o cabelo por relaxo; não sei se depressão justifica!

Mas não senti vontade, e cortei só uma vez, me arrependendo na sequência (não foi num salão e acho que eu tinha bebido!).

Um cabeleireiro só foi encostar nas minhas madeixas no final do ano passado. Me senti tão leve, por tudo, que até chorei.

E aquilo já me pareceu o suficiente, como se o tempo não fosse fazer os fios crescerem novamente, ou como se o branco não fosse tomar conta da cabeça desordenadamente.

Foi o que aconteceu.

E mesmo eu me sentindo mais firme ultimamente, não tive aquele ímpeto de "vou me cuidar".

E não teria, acho, por muito tempo se não fosse uma pessoa de nome Mariana. Minha irmã.

Minha irmã cuidou de mim desde o início, indo às vezes pro hospital pra se certificar como eu tava. Se não ia (minha sobrinha era pequena na época), me ligava pra saber se eu tava bem, se tinha comido, se tava dormindo.

Foi ela quem mais insistiu pra eu sair de São Paulo, do apartamento que me sufocava, e foi ela quem mais me deu palavras de consolo depois que voltei pra casa do meu pai.

Minha irmã me deu até um novo sobrinho, meu afilhado, e gosto de acreditar que ele é meu presente (bem gordo e barulhentinho!). Um pacotinho que me fez mais feliz desde o primeiro minuto.

Com ótimos argumentos e com um poder de persuasão incontestável, minha irmã me deu dicas de cuidado, saúde, beleza e moda (rs).

E pensa que ela insistiu muito pra me arrumar?

Que nada.

Ela mesma pintou meu cabelo, minutos depois de me ajudar a escolher a cor da tinta (tinta, aliás, que ainda nem paguei!).

Ela me levou no salão ("na esquina do posto") pra eu dar um jeito em mim. O corte foi ela que escolheu.

Não satisfeita, Mariana me deu uma limpeza de pele (a primeira da minha vida) e me marcou num check in do facebbok lá no Starbucks.

E aí parece que do dia pra noite eu fiquei diferente.

E fiquei mesmo!

Agora trago estampado no rosto (e no cabelo) o fato de que tenho uma irmã querida que me ama!

Grata, ermã!



quarta-feira, 3 de maio de 2017

Minhas novas mãos de velha

Foi de um dia para o outro; um acúmulo de 34 anos.

De hoje para sempre.


Faz dias que venho olhando pras minhas mãos, em sofrimento.

"Estou velha, estou velha".

Mas as manchas senis que surgiram nessa mão esquerda eram, na verdade, queimadura de limão.

Sobre o altruismo

Compadeça da dor do outro, mas não lhe tome as dores para si!

Carregar os seus problemas já é tarefa mais do que suficiente para uma vida inteira!

Ser altruísta não significa sofrer pelos outros.


terça-feira, 2 de maio de 2017

Prática do dia

Nada nunca vai justificar animosidades que pratique contra você mesmo.

Somos feitos de amor, e é amor que deve permear os seus dias.

Ame-se, e se der, ame-se mais!


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Eu, hoje

Não posso mudar quem eu fui.

Já foi, já fui.

Ciente disso altero quem vou ser muito em breve.

Vive hoje a Alice de amanhã.


domingo, 30 de abril de 2017

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Somos barco, mar e farol

Somos todos missionários.

Mas seres de luz, antes de tudo!

E nosso grau de iluminação é tanto que temos o poder, e a liberdade, de escolher desde onde vamos nascer, com quem vamos conviver, até a ciência de quais são os pontos frouxos que precisam de atenção em vida, às aparas que necessitam de cuidados, os nós que devem ser desfeitos.

Não é obra do acaso que este nasça rico e aquele pobre; que este seja assim e o outro assado.

Nós escolhemos (num nível de livre-arbítrio que beira a incompreensão).

Calma e tranquilamente, somos nós que definimos.

Nós somos o que definimos!

Somos nós os senhores dos nossos próprios destinos.

E é tudo tão maravilhosamente arquitetado que temos a graça de vivenciar todas (todas!) as maneiras de viver.

Você é do jeito que é hoje, agora, mas não foi sempre assim. Você apenas está assim.

Não é questão meramente de sorte, portanto, quando eventualmente a grama do vizinho é mais verde. E vale ressaltar que em muitos casos temos essa impressão nos atendo unicamente às aparências, sem nos darmos conta das pragas e ervas daninhas que afetam o jardim do outro.

(nossos olhos muitas vezes nos traem!)

Como diz a música, “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Só a gente sabe onde aperta o calo dentro de nossos sapatos.

Mas, oh, mesmo tão iluminados, e dotados de tanta sabedoria, e responsáveis pelos nossos passos, aparentemente basta que o jogo comece para que a mesquinhez se apresente. E daí nos perdemos em nossos egos, e nos afogamos em nossas vaidades, enquanto sentamos em cima de nossos rabos pra observar (e julgar, muito) as atitudes do coleguinha.

E aí o que deveria ser divino (literalmente!) se transforma em um inferno aparentemente sem fim.

Hipnotizados, embriagados por pensamentos muitas vezes incorretos, esquecemos daquilo que realmente importa nessa vida: nós mesmos.

Somos todos missionários.

Mas seres de luz, antes de tudo!

E não deveríamos, principalmente depois de tomar conhecimento disso tudo, deixar que a rotina conduzisse nossos pensamentos, palavras e atos.

Porque a vida é, sim, um barquinho que ora navega por águas calmas e cristalinas, ora enfrenta terríveis tempestades. Mas não é (e é preciso lembrar disso constantemente) um barco à deriva.

“Segura o leme, marinheiro”! Não se atraque! Deixe o que já foi, ir; deixe que o que vier, venha.

Não se distraia quando eventualmente a correnteza não estiver favorável, ou porque outros barcos navegam por outros mares.

Atente-se ao seu rumo, endireite a sua proa, e divirta-se!

A viagem deve (e precisa!) ser agradável!

Tudo à sua volta é pra você!

É tudo seu!

Desfrute!

E seja feliz!



quarta-feira, 26 de abril de 2017

Seja feliz

Aproveite sua vida!

Aproveite-a hoje!, agora!

Divirta-se à sua maneira: faça o que gosta, fique perto de quem (te) ama!

Mas não faça isso apenas pensando que amanhã tudo estará diferente; faça porque é hoje que você cria suas memórias! E hoje é um ótimo dia para ser feliz!


terça-feira, 25 de abril de 2017

Dialogo

"Como pode se irritar com as pessoas?", perguntou-lhe a Consciência, "se você é gente como toda a gente?"

"Somos todos um. Acaso não gostas de ti?", insistiu.

Alice ponderou, concordou, e passou a se esforçar para amar mais, sincera e indiscriminadamente.


quinta-feira, 13 de abril de 2017

Post para Joana

Acabei de descobrir que a amiga de uma amiga da Raquel, que tava com câncer, morreu.

Já faz dias, mas descobri só hoje (porque tinha bloqueado ela das redes sociais assim que vi que ela tava doente - achei demais acompanhar a sua luta).

Essa moça foi a primeira a nos visitar quando nos mudamos pro Brás, junto com a então namorada dela.

Não tínhamos nada, ainda, só um tapete listrado que a Raquel tinha ganhado já nem me lembro mais de quem.

Naquela noite nos sentamos no chão, bebemos vinho e uma das taças virou no tapete.

Eu confesso que fiquei bastante chateada, mesmo sendo uma bobagem. Era só um tapete, afinal de contas.

A mancha ficou, o tapete mofou e as duas partiram.

E cá estamos.

Quantas vezes a gente gasta tempo com manchas, quando na verdade deveríamos nos ater ao vinho que sobra no copo?


terça-feira, 11 de abril de 2017

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Apometria

É muito excitante poder descobrir quem se é de verdade!

É muito merecimento!


sábado, 8 de abril de 2017

sexta-feira, 7 de abril de 2017

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Paciência é amor

Considerando toda a nossa história de evolução (o que já alcançamos e o que ainda falta alcançarmos), "paciência" é muito de Deus!


terça-feira, 4 de abril de 2017

O sonho que sonhei

Morei no Mato Grosso uma vez. Parece que foi ontem, mas este ano completo dez anos dessa jornada/aventura.

Fui pra lá sozinha, porque a vida me levou, mas hoje sei que foi porque era exatamente aquela cidadezinha no norte do estado que eu precisava ter no meu caminho. E precisava ir parar lá sozinha, porque somente estando sozinha eu poderia me encontrar!

Lembro que ria quando pensava que estar ali era muito “a minha cara”. E era mesmo!

Eu usava um chapéu, ia pro trabalho com uma bicicleta azul, vivia descalça e tomava banho de rio. E estava cercada de pessoas de bom coração (e o meu coração se aquece sempre que me lembro dessa gente, tão especial!).

Do mesmo jeito que fui, voltei. Mais florida, eu acreditava, sem perceber que até mesmo meu jardim interno sofre as influências do tempo (e do passar dele).

Passados dez anos me vejo em goteiras. Pensava estar blindada, e talvez exatamente por isso os eventos que surgiram no meu caminhar me infiltraram tanto.

Essa noite sonhei com amigos queridos. Provavelmente já havia encontrado com alguns deles em sonhos passados, mas o que vivi enquanto dormia hoje continua ecoando dentro de mim com bastante força e vigor.

Nos abraçamos muito, envoltos em amor e carinho. Eu senti os abraços! E o amor! E o carinho! E ainda sinto, agora, mesmo desperta!

Um amigo muito querido consertou o telhado do meu quarto nesse sonho. Ele pingava incessantemente. E eu me senti tão bem cuidada que amanheci com menos impressão de ter telhas de vidro.

Eu não estou sozinha!




sexta-feira, 31 de março de 2017

quinta-feira, 30 de março de 2017

Um poema

Se observar atentamente verá; está aqui!

É no encanto do canto que decanta!

E tá no céu, tá no chão e até na planta

Tá no riacho, na água corrente (tá na sua garganta)

Abra-se e verá! Ou, melhor que isso: abra-se e sentirá!

E todos os seus sentidos estarão atentos, e ao se lançar (não se assuste!, esse é o intento!), você será livre (livre!), e não mais uma prisioneira, um detento

A vida vai além d’olhos.


quarta-feira, 29 de março de 2017

400

Um dia fomos à praia.

Nossos encontros com o mar sempre aconteciam no litoral paulista, especificamente na Prainha Branca (Bertioga/Guarujá). Já não me lembro mais como ficamos sabendo de lá, mas depois que fomos pela primeira vez, nunca mais fomos em outro lugar. Aquele era o nosso lugar, a nossa praia. Nossa prainha de areia branca e água cristalina.

Acampamos lá algumas vezes, sempre cientes da sorte que tínhamos por ter descoberto aquela ilha. Escolhíamos sempre como refúgio o último camping da praia, que na época ainda não tinha nem chuveiro no banheiro (o banho era de água fria, numa nascente).

Fazíamos a trilha de pouco mais de uma hora, e chegando lá sempre entendíamos o porquê de valer a pena. Nas minhas lembranças, aquele lugar era sempre quase o paraíso. E estar com a Raquel lá tornava tudo ainda mais mágico (caso não tenha ficado claro ainda, ela era muito, muito divertida!).

Um dia a Gabi, minha filha, nos acompanhou. Ela tinha tido apenas um contato com o mar até então, e eu quis que ela conhecesse nosso pedacinho de céu.

Tudo programado, acordamos bem cedinho, fomos até o Jabaquara, pegamos a van, descemos a serra, pegamos a balsa, fizemos a trilha, chegamos lá, montamos a barraca, colocamos os biquínis e... céu nublado.

Quase uma decepção.

Entramos no mar e eu propus uma brincadeira: “vamos fazer o sol sair”.

Raquel, Gabi e eu começamos então nosso coro: “sorte e sol! Sorte e sol! Sorte e sol”!

Às vezes o sol saía, meio tímido, e nós aplaudíamos, ríamos e nos divertíamos. Nos convencemos de que nossa torcida fazia tudo dar certo.

De lá trouxemos o ritual para a vida. “Sorte e Sol” viraram nossas palavras de ordem, nosso mantra da sorte, nossa receita pra fazer o sol sair em todos os céus.

Raquel dizia que eu tinha trazido sol pra vida dela. Eu gostava de dizer que ela me trazia sorte. Não havia, portanto, nada mais significativo do que “Sorte e Sol”.

Quando ela fez a passagem eu fiquei muito sentida. Me senti muito sozinha e também muito azarada. Tudo o que via era o céu cinza, e sem ela comigo eu parecia não ter forças pra querer o sol brilhando em mim novamente.

Aí fiz o que sempre faço nos momentos de crise: escrevi. E criei esse blog, no sétimo dia.

Hoje, 400 posts depois, decidi mudar seu nome. O endereço continua o mesmo, e será sempre este, como uma cicatriz. Mas o nome muda porque Sorte não foi embora; ela está aqui.

Tive sorte de encontrá-la, tive sorte de receber seu amor, tive sorte de ser a escolhida pra cuidar dela nos seus últimos dias. E hoje vejo a minha sorte sempre que sinto meu coração aquecido pelas lembranças, sempre que sinto o amor emanar de mim quando penso nela, sempre que a sinto aqui comigo, mesmo que de uma maneira que eu ainda não compreenda de todo.

Sorte e Sol!




terça-feira, 28 de março de 2017

Os políticos (de oposição), os políticos (da base do governo) e nós (cidadãos comuns)

O Brasil fervilha – e não é de hoje. Confabulações no campo da política afastaram uma presidente eleita democraticamente e temos hoje um país governado por pessoas corruptas e mediocremente egoístas (pra não dizer simplesmente “safadas”).

Passado o golpe (travestido de impeachment), tivemos uma boa chance de nos manifestarmos, verdadeiramente, contra toda essa corja e suas mazelas: as eleições municipais.

Acredito que as ruas têm muito poder, sempre fui favorável às manifestações populares e quem me conhece mesmo sabe que eu apoio inclusive os “‘black blocs’ que quebram bancos” (acho que tem que quebrar memo!). Mas acima de tudo eu acredito no poder da democracia, e sempre depositei muitas das minhas esperanças nas urnas de votação.

No ano passado eu trabalhei na campanha municipal de Indaiatuba, porque precisava de dinheiro, mas também porque o candidato que defendi tinha um mínimo de proximidade com os meus pensamentos (mesmo vindo do PV, partido golpista).

Nos conhecemos quando ele assumiu seu primeiro mandato na Câmara, em 2009, e eu era editora de política num jornal local. Gostava de acompanhar suas ações porque, além de ele ter quase a mesma idade que eu, foi um dos poucos opositores ao governo do PMDB na cidade.

Quando soube que ele ia concorrer à prefeitura eu quis estar junto. Por ideologia mesmo.

O cenário aqui era o seguinte: meu candidato, numa chapa esquisita (que tinha partidos como REDE, SD e até mesmo o apoio do MBL), contra o candidato indicado pelo atual prefeito (que por sinal estava preso na ocasião, acusado de manter esquemas fraudulentos na desapropriação de terrenos da cidade).

Só gente boa!rs

Eu trabalhei para a coligação, mas meu foco sempre foi o candidato a prefeito.

Mesmo assim, sempre que me diziam não saber em quem votar para vereador, eu indicava um, especificamente. “Vota nele, ele é um bom moço”, eu dizia sempre, sem ganhar nada em troca, e sem esperar também nenhum retorno, caso ele se elegesse.

Meu candidato a prefeito perdeu as eleições. O candidato a vereador que eu indicava pra geral entrou, com mais dois colegas da chapa. Ou seja, em teoria, a cidade elegeu três candidatos da oposição e nove candidatos da base de governo.

Pois bem.

Dito isso, quero falar a respeito do que ocorreu ontem, na sessão ordinária que aprovou, por unanimidade, o aumento salarial dos vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários municipais.

Sim, unanimidade.

Não faz nem quatro meses que os excelentíssimos assumiram suas cadeiras e já aprovaram o aumento de seus próprios salários, em regime de urgência e, volto a falar, por unanimidade.

Aí você pensa “ah, mas eles ganhavam pouco”... Uhum.

Atualmente um vereador de Indaiatuba recebe, de salário, míseros R$7.722,36. Esse valor foi atualizado há um ano (quando o salário dos legisladores era de apenas R$6.967,76). Ou seja, num breve período de tempo, aumento de quase mil reais. E agora querem mais: o reajuste votado ontem acrescenta 5,35% a esse valor.

E estou me atendo somente ao salário. Sabemos que os ganhos de um político nunca se restringem unicamente aos salários (até porque, se fosse, seria ainda mais insensato uma pessoa comum gastar muitas vezes milhões de reais para se eleger e, no fim, receber apenas o salário mensal).

Enquanto os noticiários nos convencem de que estamos em crise, e vemos nas ruas os problemas comuns às nossas cidades, os políticos estão preocupados única e exclusivamente com eles. E aumentam seus salários em detrimento de outros gastos, certamente mais importantes.

Sejam de oposição, sejam da base aliada. Eles querem defender o deles. Apenas.

E enquanto isso, eu e você discutimos, nos desunimos e nos desgastamos debatendo sobre política.

Fazemos exatamente o que eles querem! Porque enquanto brigamos, e nos dividimos, eles confabulam e fazem seus esquemas que priorizam o próprio ganho.

Eu citei o caso de Indaiatuba, mas isso ocorre em âmbito geral, global.

Eles são todos iguais, mesmo que a sigla do partido se diferencie.

E não dá nem pra dizer que nós vamos pagar o pato, porque nós estamos falidos.

Nós somos o pato.

E os políticos têm muita fome.


Li num livro

"A educação do pensamento é a fonte de todo o equilíbrio interior"!


segunda-feira, 27 de março de 2017

Me ensinaram que...

... vir pra cá e não evoluir é quase o mesmo que ganhar um lindo jardim e não se comprometer com a rega...


sexta-feira, 24 de março de 2017

Os dois caminhos

Existem dois caminhos pra aprender (e evoluir e alterar o status quo): o caminho do amor e o da dor.

Eu sempre fui adepta desse pensamento (e isso chegou uma vez a ser irônico).

Quem já andou pelo caminho da sombra e do sofrimento passa a entender no íntimo da alma que é muito melhor o caminho da luz (e note que eu não disse "mais fácil").





quinta-feira, 23 de março de 2017

segunda-feira, 20 de março de 2017

Regeneração

Ao longo desta vida já tive algumas palavras de ordem, quase lemas. Conceitos autoapregoados, por assim dizer. Sub-mantras entoados em momentos específicos e especiais. Cânticos rítmicos (e gramáticos) recorridos nos eventos de apuro e/ou esperança.

E eu sempre concentrei tanta enegia em torno dessas palavras mágicas que creio que despertava, mesmo, a magia de muitas delas.

Para citar um exemplo: "Sorte e Sol" durante muito tempo foi sinônimo de "boa sorte"; "já deu tudo certo". E funcionou até o dia em que não funcionou mais.

Ultimamente estive apegada à palavra "resiliência". É uma palavra gostosa, cheia de curvas e sonoridade.

"Resiliência". Eu sinto a vibração dentro do meu peito. Fico com a impressão de que tê-la por perto ajuda a edificar o que ela mesma prega: a capacidade de se manter "firme e forte"; o casaquinho que se veste quando mudam ventos e marés. Aquela corda forte o bastante pra te sustentar (desde que você queira e seja forte).

Quando decidi mudar de estado e não ser somente apenas sustentada eu progredi. E abracei a palavra-conceito-queridinha do momento: "regeneração".

Ilustro como "resiliência" sendo a boia e "regeneração" o nadar.

Eu quero é ir de braçada!


domingo, 19 de março de 2017

sexta-feira, 17 de março de 2017

quinta-feira, 16 de março de 2017

Do luto

Quem me vê aqui sentada, toda bonitinha na frente do computador, prestes a escrever a respeito do luto não pode mensurar o caminho que trilhei.

Foi uma trilha sinuosa e tortuosa, e que apesar de eu já ter me movimentado bastante ainda falta muito, muito pra andar.

Mas reconheço meu progresso. E sou grata por ele.

Hoje me ouvi, em voz alta, falar da minha perda. O que me chamou a atenção foi o tempo que isso aconteceu: um ano e oito meses.

“Quase dois anos”, minha mente me alarmou. “Quase dois anos e o choro ainda te engasga”.

Resolvi escrever antes que o alerta começasse a soar mais alto aqui dentro de mim. E parto especificamente deste ponto.

O que é o tempo?

Ou melhor: por que, diante de tanta coisa para se pensar, analisar, dissecar e tentar engolir, muitas vezes a seco, eu vou me preocupar com a soma dos minutos do relógio?

O luto não é uma receita de bolo. Não é um compromisso agendado, com horário marcado.

Ele dura o tempo que precisa durar.

Saber quanto tempo dura depende única e exclusivamente de cada um.

Isso parece óbvio, visto de fora.

Mas eu demorei quase todo esse tempo de luto, até agora, pra aprender isso. E enquanto não aprendia, e justamente por isso, me cobrava segundo as folhas do calendário. Impus pesos extras que não precisava.

O luto pode durar meses ou anos. E ainda não tenho como provar, mas sinto que pode durar uma vida inteira.

Porque é algo que, mesmo vazio, preenche.

Mas se apresenta em etapas, às vezes não muito claras. E evolui.

Isso não significa que, plim, você acorda um dia e aquilo não lateja mais.

Palpita, todo o tempo, mas se aprende a lidar com isso.

O que acontece é que a gente se anestesia da realidade.

Parece uma cura, mas é só uma enganação. Imposta por nós mesmos. Questão meramente de sobrevivência.

Porque viver, encarar a “vida que segue” principalmente no começo do luto é triste e doloroso. Mas o que se pode fazer?

A vida continua, mesmo, afinal de contas.

Então você vai parando de chorar e aos poucos vai reassumindo sua vida, seus compromissos. Por obrigação, muitas vezes a contragosto, mas faz.

Quanto tempo isso dura?

Como se pode saber?

Esses dias eu li que a gente só percebe que se recuperou de uma dor assim quando fala no assunto e não sente mais nada.

Eu ainda sinto muito! E acho que já andei mais de quilômetro.

Percebo isso quando leio o que escrevi logo no começo ou repenso os pensamentos que pensei na ocasião.

E por isso acho que lidar com o luto já é complexo o bastante e não precisa de cobranças extras só porque já faz “tanto tempo” que isso aconteceu.

O tempo, na verdade, tem que ser um pódio; uma ilustração de progresso.

E progresso tem que ser o seu objetivo quando a vida te enfia naquele quarto escuro (escuro no sentido de “treva”).

Vibrei tão baixo que acessei coisas que não precisava. Como se eu tivesse resolvido cavar o fundo do poço.

Consegui!

Eu me senti muito refém de tudo o que aconteceu, mas sei que fui muito mais prisioneira de mim mesma, dos meus pensamentos, que influenciavam meus sentimentos, enquanto estive trancada dentro da minha tristeza.

Muitas vezes somos mais gentis com o outro do que com nós mesmos.

Eu sou perita nisso.

Ou era!

Porque o meu progresso sempre esteve, e sempre estará, atrelado à minha evolução – mental e espiritual.

A Raquel morreu e eu morri um pouquinho com ela. Renasci, numa lancinante dor, mas com consciência. Consciência do momento presente e de que a vida é efêmera. E que às vezes ela te diz “não”.

Só assim hoje consigo ser grata por entender a brevidade dos dias.

E isso a própria Raquel me mostrou, a minha Raquel, de sorte e sol, quando simplesmente morreu.

Mas... uma vez que somos todos energia, conectados, o que é a morte?

E o que é a morte diante do tempo?

Saí timidamente do meu quarto escuro, da minha treva, e a cada passo sinto mais a luz. E essa luz desfaz toda ignorância que carrego, todos os nós em mim.

Isso é libertador!

Parece bastante contraditório me libertar justamente com o que me aprisionou, mas não consigo pensar em antídoto melhor.

Devo ser grata ao meu luto?


Talvez. Mas ainda não cheguei nesse estágio!

A superfície

Tenho pensado muito, em muitas coisas, mas não me lembro de algum dia (nessa vida) ter me sentido tão em paz com os meus pensamentos.



Até porque agora eu consigo desligá-los!

quinta-feira, 9 de março de 2017

Prioridades

Atarefada, aguei as plantas e pesquisei como atrair borboletas pro meu jardim.


quarta-feira, 8 de março de 2017

sexta-feira, 3 de março de 2017

Batalhas.2

Depois de tantas trincheiras, aí está você.

Forte, experiente e com cicatrizes que servem de memória gravada na pele.

Uma constante lembrança dos caminhos trilhados até aqui.

Um alerta intermitente que serve de âncora, mas também de bússola.

Parece injusto, por assim ser, mudar a estratégia ao invés de te condecorar.

Mas não quero que se rebele; aceite, que dói menos.

Aceite sua nova missão e esqueça de todas as suas batalhas, todas as suas conquistas e também das derrotas e todos os seus pensamentos ligados a isso que causam ruído - muitas vezes sem que perceba ou se incomode.

Você precisa se limpar, se livrar.

Precisa estar leve pra conseguir o que está sendo proposto.

Foque no hoje, no agora, no momento presente.

O que foi, já foi; o que virá ainda não se apresentou.

Esteja livre, esteja leve, esteja aqui.

Ouça!


Batalhas

Raul canta que "é de batalhas que se vive a vida". E todos sabemos que ele nasceu há dez mil anos atrás, então