domingo, 29 de janeiro de 2017

Lokah Samastah Sukhino Bhavanthu

"Que todos os seres sejam felizes e que meus pensamentos, palavras e atos contribuam para a felicidade de todos os seres".


sábado, 28 de janeiro de 2017

Última chance

Um jogo que se repete, e se repete, e se repete. Por muitos anos, com o uso de muitos personagens, em diferentes cenários, com variadas missões.

E você já foi de tudo: pobre, rico, jovem, velho, homem, mulher...

No final de cada game, ou fase, você sobe de nível. Mas ao começar a etapa seguinte, todas as suas habilidades conquistadas são simplesmente colocadas de lado (não totalmente esquecidas, mas ficam dormentes, em sono profundo).

E daí você recomeça como quem começa, sem nem dominar a linguagem ou as suas próprias pernas.

Parece chato, mas é divino!

Esse grande jogo se joga em rede, e sofre influência dos que estão online. Tanta influência que muitos caminhos só são descobertos quando não se joga sozinho.

Que coisa linda!

E a gente vai avançando conforme vai avançando. Vai evoluindo de acordo com os obstáculos que nos são apresentados.

O fim de tudo não se sabe ao certo. Mas não acredito que exista algum chefão. Gosto de pensar que as dificuldades são encaradas no decorrer do jogo, não no final.

Até porque se fosse tão massante a gente não sentiria tanta vontade de jogar de novo!

Porque é exatamente isso que fazemos! Às vezes, com pausas mínimas entre uma partida e outra.

Não tenho exatamente um spoiler do que está por vir, mas vejo algumas coisas daqui que me convencem de que, apesar de muito divertido, as regras do jogo vão mudar em breve, alterando, então, o jogo todo.

Muitos jogadores vão migrar pra outros jogos; muitos cenários vão ser atualizados; novas missões serão inseridas.

E isso significa que essa é, possivelmente, a última/derradeira partida que se joga do que jeito que jogamos.

É nossa última chance!

E o tempo tá correndo, ligeiro, nos ponteiros.

Temos hoje a chance de fazer o bem, então! Chance de amar as pessoas, de não apontar-lhes o dedo, como quem sabe mais do que de fato sabe.

Hoje é a nossa chance de reparar os erros, de pedir desculpas, de dizer o quanto ama.

Hoje temos a chance de admirar o céu, de sentir o sol, de se molhar na chuva.

Hoje, não amanhã.

Amanhã não existe nesse jogo! E talvez isso não seja modificado depois do upgrade!







quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

348

Esse deveria ser o post mais importante do blog.

Talvez mais importante que o primeiro, que teve só um parágrafo, mas que abriu as portas do blog. Talvez mais importante que aquele em que eu explico como tudo aconteceu; ou aquele em que conto a evolução das coisas sob a perspectiva da Nani; ou ainda aquele que até agora foi o único a receber uma versão em áudio.

Esse é o post de número 348.

3-4-8, o número da Raquel.

Ela via esse número em todos os lugares. Temos sempre, pelo menos, quatro chances por dia de olhar no relógio e ver esses números. E ela impressionantemente sempre os via. Batia os olhos nas horas e, pá, lá estavam o 3, o 4 e o 8. E ela ressaltava, mesmo que no meio de uma conversa, ou diante de um silêncio. Dizia “348” e voltava a fazer o que quer que estivesse fazendo.

E aí eu passei a ver esse número em todos os lugares: na rodovia que ligava nossa casa à casa do meu pai; no número de telefone do folheto da pizzaria; no preço da etiqueta da brusinha em promoção.

Se eu não via, ela via e me mostrava.

E eu não imaginava que a fixação com esse número se estenderia no seu pós-morte.

Se estendeu!

No começo eu chorava sempre que via. Tava fragilizada e parecia que ver essa sequência me abalava mais do que deveria (o que não é verdade! Abalava porque abalava, porque era foda, porque ela morreu e isso é triste pra caralho).

Aí decidi que não poderia viver o resto da vida chorando sempre que “coincidentemente” olhasse pro relógio, ou pro outdoor, ou pra o que quer que fosse e visse 348.

Comecei a “emanar amor”.

Aqui, um parêntese:

Quando a Raquel ficou doente pela segunda vez, e eu vi que não conseguiria curá-la com o meu otimismo, com a minha fé ou com a minha esperança, senti que apenas uma coisa lhe daria um mínimo de conforto: meu mais puro e sincero amor.

Teve vezes que ela sentia dores, e os remédios não funcionavam, e eu não podia fazer nada muito além de uma massagem, ou uma compressa, ou cantar uma música bonita. Então passei a emanar amor.

Todas as vezes que fiz isso, muitas vezes no auge de um desespero, senti um calor sair do meu peito. Calor de amor.

Eu perguntava se ela sentia aquilo e ela dizia que sim.

Talvez fosse efeito da morfina.

Talvez (e essa é a versão que eu compro) ela sentia mesmo.

Fecha parêntese.

Superada a fase do “choro-348” eu passei a emanar amor sempre que me deparava, sem querer, com esse número.

E isso foi tão, tão libertador que se eu soubesse teria começado antes.

Ainda é!

E, não sei, mas parece que eu realmente consigo estabelecer uma conexão com ela quando faço isso! E parece que agora essa sequência aparece pra mim em forma de portal. Meu portal com ela. Com três números aleatórios que nem envolvem o cinco, meu preferido, ou o sete, meu queridinho do momento.

Emano amor. Enquanto escrevo esse texto, enquanto atravesso os dias sem ela, e sempre que vejo 348. E fico grata por poder escrever sobre isso!





quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Do meu facebook

Hoje faz um mês que parei de comer glúten.

Na sexta completo dois meses sem cigarro.

Até agora o mais difícil é deixar de consumir pensamentos tóxicos e tragar energias negativas.

Mas eu chego lá!


Quando chove só em mim

Lá fora um céu azul, no meu peito um dia preto.


Po e sia

Não te vejo já faz tempo e o que trago no meu peito é difícil de explicar

É uma ferida que não cura, uma dor que nunca muda, que me impede de avançar

Tento te esquecer, tento te apagar, 

mas quanto mais eu penso, mais há para pensar


Quase um fragmento musical

"... eu falei demais e ainda não disse o bastante..."!




terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Marinheira

Às vezes fico me perguntando se o que me ensinou a nadar foi o tombo do navio ou se foi só o balanço do mar...!


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Luz

A cada respiração eu me sinto mais iluminada.

É bom sair da sombra, ainda que devagarzinho.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Fim d'era

Uma vez, Raquel e eu compramos tênis iguais.

O dela era preto, claro, e o meu era xadrez.

O dela combinava com todas as roupas; o meu, não exatamente.

Não demorou muito pra eu começar a usar o tênis dela.

Em pouco tempo, ela já me questionava porque eu não tinha escolhido um igual, igual.

E assim o tempo foi passando, e aí ela morreu e eu morria de dó de usar o tênis dela.

Não demorou muito e eu comecei a usá-lo, diária e frequentemente.

Em pouco tempo, era só o que eu calçava.

Aí o tênis estragou na sola, e começou a ficar ruim pra andar com ele.

Mas andei, mesmo assim, mais uns 25km. Sempre consciente - de que o tênis tava zoado, e de que, calçando ele, de alguma forma, eu saía pro rolê também com ela.

Hoje ele foi pro lixo, com meu coração doendo, depois de mil despedidas.

Achei importante escrever essa história, porque esse tênis era mais que um calçado qualquer. Mas quando cheguei aqui, nesse ponto do texto, minha mochila caiu em cima do tênis novo (que ganhei ontem, e que não é nem preto e nem xadrez).

Acho que ela quer emprestado!


sábado, 14 de janeiro de 2017

Um ano e meio

Te vejo nos pedidos de estrela cadente!

Raridades - as estrelas, os pedidos e você!

Mas te vejo!

Com cada sentido possível, eu juro que te vejo, e te sinto, e quase posso te tocar!

E fico tão grata que até esqueço aquela minha parte mais triste.