terça-feira, 4 de abril de 2017

O sonho que sonhei

Morei no Mato Grosso uma vez. Parece que foi ontem, mas este ano completo dez anos dessa jornada/aventura.

Fui pra lá sozinha, porque a vida me levou, mas hoje sei que foi porque era exatamente aquela cidadezinha no norte do estado que eu precisava ter no meu caminho. E precisava ir parar lá sozinha, porque somente estando sozinha eu poderia me encontrar!

Lembro que ria quando pensava que estar ali era muito “a minha cara”. E era mesmo!

Eu usava um chapéu, ia pro trabalho com uma bicicleta azul, vivia descalça e tomava banho de rio. E estava cercada de pessoas de bom coração (e o meu coração se aquece sempre que me lembro dessa gente, tão especial!).

Do mesmo jeito que fui, voltei. Mais florida, eu acreditava, sem perceber que até mesmo meu jardim interno sofre as influências do tempo (e do passar dele).

Passados dez anos me vejo em goteiras. Pensava estar blindada, e talvez exatamente por isso os eventos que surgiram no meu caminhar me infiltraram tanto.

Essa noite sonhei com amigos queridos. Provavelmente já havia encontrado com alguns deles em sonhos passados, mas o que vivi enquanto dormia hoje continua ecoando dentro de mim com bastante força e vigor.

Nos abraçamos muito, envoltos em amor e carinho. Eu senti os abraços! E o amor! E o carinho! E ainda sinto, agora, mesmo desperta!

Um amigo muito querido consertou o telhado do meu quarto nesse sonho. Ele pingava incessantemente. E eu me senti tão bem cuidada que amanheci com menos impressão de ter telhas de vidro.

Eu não estou sozinha!




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