quinta-feira, 27 de abril de 2017

Somos barco, mar e farol

Somos todos missionários.

Mas seres de luz, antes de tudo!

E nosso grau de iluminação é tanto que temos o poder, e a liberdade, de escolher desde onde vamos nascer, com quem vamos conviver, até a ciência de quais são os pontos frouxos que precisam de atenção em vida, às aparas que necessitam de cuidados, os nós que devem ser desfeitos.

Não é obra do acaso que este nasça rico e aquele pobre; que este seja assim e o outro assado.

Nós escolhemos (num nível de livre-arbítrio que beira a incompreensão).

Calma e tranquilamente, somos nós que definimos.

Nós somos o que definimos!

Somos nós os senhores dos nossos próprios destinos.

E é tudo tão maravilhosamente arquitetado que temos a graça de vivenciar todas (todas!) as maneiras de viver.

Você é do jeito que é hoje, agora, mas não foi sempre assim. Você apenas está assim.

Não é questão meramente de sorte, portanto, quando eventualmente a grama do vizinho é mais verde. E vale ressaltar que em muitos casos temos essa impressão nos atendo unicamente às aparências, sem nos darmos conta das pragas e ervas daninhas que afetam o jardim do outro.

(nossos olhos muitas vezes nos traem!)

Como diz a música, “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Só a gente sabe onde aperta o calo dentro de nossos sapatos.

Mas, oh, mesmo tão iluminados, e dotados de tanta sabedoria, e responsáveis pelos nossos passos, aparentemente basta que o jogo comece para que a mesquinhez se apresente. E daí nos perdemos em nossos egos, e nos afogamos em nossas vaidades, enquanto sentamos em cima de nossos rabos pra observar (e julgar, muito) as atitudes do coleguinha.

E aí o que deveria ser divino (literalmente!) se transforma em um inferno aparentemente sem fim.

Hipnotizados, embriagados por pensamentos muitas vezes incorretos, esquecemos daquilo que realmente importa nessa vida: nós mesmos.

Somos todos missionários.

Mas seres de luz, antes de tudo!

E não deveríamos, principalmente depois de tomar conhecimento disso tudo, deixar que a rotina conduzisse nossos pensamentos, palavras e atos.

Porque a vida é, sim, um barquinho que ora navega por águas calmas e cristalinas, ora enfrenta terríveis tempestades. Mas não é (e é preciso lembrar disso constantemente) um barco à deriva.

“Segura o leme, marinheiro”! Não se atraque! Deixe o que já foi, ir; deixe que o que vier, venha.

Não se distraia quando eventualmente a correnteza não estiver favorável, ou porque outros barcos navegam por outros mares.

Atente-se ao seu rumo, endireite a sua proa, e divirta-se!

A viagem deve (e precisa!) ser agradável!

Tudo à sua volta é pra você!

É tudo seu!

Desfrute!

E seja feliz!



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