quarta-feira, 14 de junho de 2017

Não há regras

Eu tinha escrito um texto pra hoje, mas achei que ele tava muito triste, então decidi reescrever.

Não que agora eu vá escrever algo muito diferente, mas vou tentar usar outro tom. Porque eu sempre leio meu blog e alguns textos me deixam tão triste quanto no dia em que foram produzidos. E esse seria mais um desses.

Hoje é dia 14, mais um dia 14 na minha vida, uma vida sem Raquel. Daqui um mês serão dois anos sem ela.

Eu tinha no começo uma pequena curiosidade em saber como seria a vida sem ela, e é exatamente como pensei que seria: sem ela.

Não posso dizer que é sem cor porque não fiquei daltônica, só depressiva, mas é fato que o colorido dela eu não vejo mais. E ela tinha as cores mais incríveis e brilhantes eu já vi!

Não posso dizer que é chata porque nesse período conheci pessoas tão especiais que dizer isso soaria errado. Mas sinto falta de falar disso com ela - sobre pessoas, principalmente. Porque ela sempre associava as pessoas a coisas, ou nomes, e isso transformava o mundo e a sociedade à nossa volta.

Raquel tinha mania de decorar números inventando histórias, e de incrementar os nomes das pessoas que conhecíamos com suas características. E isso era muito divertido. E muito nosso.

E é basicamente disso que mais sinto falta: de tudo. Dela. De nós.

E aí percebo que posso reescrever isso mil vezes, e nas mil vezes soarei triste.



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