segunda-feira, 10 de julho de 2017

Livre-se

Vício.

Cinco letras que aprisionam.

Quase sempre que penso em vício, penso em cigarro.

Só quem já parou de fumar sabe como é difícil se livrar do vício do cigarro.

Porque não é “só” largar o cigarro. Não é apenas a incontinência da química, ou o mau humor que isso acarreta.

Largar um vício implica em muitas modificações que temos que fazer.

Mudanças na rotina, desde a hora que acorda até o momento de dormir.

É o café sem aquele acompanhamento, é o almoço sem a sobremesa, é a ausência dos tragos na tarde que se arrasta.

Parar de fumar é quase se ressignificar. Porque fazer algo durante um determinado tempo leva a gente a acreditar que nós somos aquilo.

Não somos!

Somos mais que um vício.

Por sorte!

Mas meu assunto nem é o cigarro.

O vício que quero falar hoje é ainda mais tóxico e causa ainda mais dependência e estragos do que a nicotina.

Quero falar de pensamentos.

Aqueles que praticamente vivem dentro da gente há tanto tempo que a gente quase acredita que é aquilo.

Os pensamentos pessimistas, os negativos, os depreciativos, os céticos, os derrotistas...

Muitas vezes nem precisa de um gatilho e, pá, lá vem ele azucrinar. E a gente se deixa levar porque, ah, o que se pode fazer? “O pensamento veio, deixa ele”.

Largar esse tipo de pensamento é tal qual largar uma dependência química. Porque mesmo sem perceber a gente está fadado a se viciar neles. E eles nem dão barato...!

Na verdade a brisa é justamente se desvencilhar deles. Afastá-los assim que se percebe sua aproximação.

Não tô dizendo que é fácil; tampouco disse que foi fácil meu processo de largar o cigarro (duas vezes).

O que quero dizer é que se é possível largar o cigarro (e esta vem sendo uma teoria bastante popular na minha cabeça) é possível fazer qualquer outra coisa. Inclusive parar de pensar.

Todo dia é dia de fazer uma mudança na nossa vida. Toda mudança é uma chance da gente se melhorar. E esse é o meu testemunho de como me sinto livre por conseguir afastar os pensamentos que têm como objetivo, quase sempre, me levar à lona, à derrota.

É uma vigília constante que faço, são muitas mudanças que me vejo forçada a fazer, minuto a minuto, mas que têm como resultado uma paz de espírito que até bem recentemente eu desconhecia.

Recomendo! É de graça!






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